(via i-n-e-v-i-t-4-b-l-e)
“Então, já faz alguns dias que as lembranças insistem em perseguir meus pensamentos, seria tudo isso saudade ou só uma forma de tortura? Eu não sei.. Eu lembro que pequenos detalhes, pequenos mesmo que acho que tu jamais imaginou que fosse importante. Me pego pensando e as lágrimas caem sem “força” alguma, elas caem naturalmente. Algumas coisas aleatórias que vem a minha cabeça, quase sempre: A primeira vez que dormi na tua casa, de qualquer jeito não tem como ser esquecida. Foi um momento importante para ambos mas lembro que eu acordei e quando abri os olhos a primeira coisa que eu vi foi tu, virado para o lado da porta e eu sem jeito, acho que te acordei e tu com uma cara de sono, acordou e logo disse que dormiu tarde pois ficou me observando dormir, talvez eu tenha sido fria e não tivesse dado tanta importância no momento e disse: “por que? é um idiota”. E no entanto a idiota, era eu. E em outras vezes que dormi e tu me acordava me dando beijo, dizendo que enquanto eu dormia eu era linda, eu nunca acreditava nisso, dizendo que me amava.. eu realmente amava aquilo. E nossas lutinhas? Não podemos esquecer, certo que eu sempre perdia, né e tu sempre se achava por isso. Quando tu me prendia nos teus braços e me cobria de beijo e eu querendo que aquilo nunca tivesse um fim e acreditava que nunca teria. Me fazia tão bem, era tudo tão bom que não tinha motivos para acabar. Quando eu pedia pra ti ficar brincando comigo no quarto, lembra? Me sentindo a Fabiana e tu o Jonas me girando pelo quarto, mas que porra é isso? Tu nem deve saber quem são esses.. Quando eu queria algo que tu não queria fazer e eu sempre dizia “tu nunca faz minhas vontades” pois é. E quando eu ficava pedindo pra ti descer as lombas de bicicleta comigo? E naquele dia que saímos para comprar chocolate e tomamos um “banho de chuva”, é, eu não me esqueço daquela cena. Eu tava tão feliz, de pé na tua carona da bicicleta, estragando meu cabelo, de braços abertos com o vento na cara e alguns pequenos pingos de chuva caindo sobre nós. E quando eu sempre ficava te irritando enquanto tu dirigia a bicicleta? E tu falava brabo comigo, pois é.. E nosso primeiro banho juntos? E os outros? Parecia filme, aqueles filmes romanticos, sabe? Onde tudo era perfeito, escovando os dentes juntos, rindo, se batendo, sendo feliz. E quando tu me ligava apenas pra dizer que me amava? Me dar boa noite e desligava.. logo após de ouvir e desligar, ficava eu, sorrindo e achando tudo maravilhoso e perfeito. E agora vamos resgatar coisas bem velhas? Quando éramos meros amigos e viamos filmes praticamente todo final de semana? Tua mãe sempre desconfiando de algo e dizendo pra ti mas negavamos, afinal, não havia nada mesmo. Até que de repente, um beijo, um medo e pois é.. hoje aquele medo está do meu lado. E aquelas tardes que eu dizia ir pra escola e ia pra tua casa? Pra ficar deitadinha na tua cama contigo, rindo, te abraçando, te irritando.. e quantas vezes fiz tu matar teus treinos? Mas sei, no fundo tu gostava, eu sei que sim. Podem achar que teu pedido de namoro foi fraco ou sem graça mas pra mim, foi lindo. PRA MIM foi especial. Tu pensou em tudo, no nosso primeiro beijo, como começou tudo. A gente ficou separado mas o destino nos uniu novamente e será que agora ele vai nos unir mais uma vez? Creio que não, infelizmente mas cá entre nós, um segredo.. era o que eu mais queria, ficar junto de ti, de novo e de novo, não me cansei de ti. Não cansei de te amar. Queria mais tardes na tua companhia, mais noites também. Sei que não foi possível a gente ficar junto, eu sou complicada, sempre soube. Lembro uma vez que disse pra ti “eu não fui feita pra namorar, sou complicada demais” e tu disse “mas eu gosto assim” mas no fundo eu sabia, um dia tu ia enjoar e então, esse momento chegou? Eu senti, sinto ciúmes, acho que é uma coisa natural de qualquer ser humano porém alguns se controlam, outros não, alguns sentem demais, outros não e eu me encaixo no pior grupo: o que sente demais e não se controla. Acho que é aquela sensação de perder, sabe? Engraçado, hoje eu estou sentindo exatamente isso, um vázio, um sentimento de perda. Me diz, eu te perdi? Não, não diz.. um dia eu vou querer saber a verdade, hoje, deixa eu pensar o que eu quiser. Sabe, eu poderia muito bem me divertir, sair e ficar com outros mas sabe o que acontece? Eu penso e até fico com eles pensando em ti, tentando achar características tuas neles para sei lá, me confortar, eu acho. Teu beijo, ah, teu beijo.. nada se compara a ele. “Ai, nossa, que exagero.” Não, não é. A gente sempre falou, sempre comentou, o nosso beijo se encaixa de um jeito que só a gente sabe. Sabe, eu me sinto uma completa idiota escrevendo essas coisas pra ti, que coisa mais chata eu de “mimi” pra ti enquanto tu está aí, tocando a tua vida, eu sei que está.. eu percebo. Me disseram que eu só poderia desejar felicidade para alguém se eu realmente desejasse que ela fosse feliz. E sabe, eu quero que tu seja feliz mas pra ser sincera, bem sincera.. eu queria que isso fosse bem longe do alcance dos meus olhos. Sendo assim, eu quero que tu seja feliz. Isso pareceu que eu estava desejando tua infelicidade, né? Não, não é isso, não me entenda mal. Enfim, isso é um desabafo, as lágrimas pararam de cair um pouco mas o vázio ainda insiste em ficar aqui. Mas logo, logo isso volta até alguém vir e preencher isso, se possível. Um dia isso vai acontecer mas enquanto não acontece, eu fico apenas meus pensamentos, minhas lembranças e a SAUDADE.” - (Guria Insuportável)
(via doce-inverno)
Existe sempre alguma coisa ausente.Acho que a gente tem que vencer. Ou lutar. E ficar bem. Feliz. Criar. Fazer. Se mexer.Vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas.
Eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você.Um café e um amor. Quentes, por favor.Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É aceitar doer inteiro até florir de novo.Não era possível evitar por mais tempo uma onda que crescia, barrando todos os outros gestos e todos os outros pensamentos.
A verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou.Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol.Sinto uma falta absurda de você. Ficou um vazio que ninguém preenche. E penso e repenso e trepenso em você aí…