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Juliana, Brazil, Porto Alegre, 16.


(via i-n-e-v-i-t-4-b-l-e)

“Então, já faz alguns dias que as lembranças insistem em perseguir meus pensamentos, seria tudo isso saudade ou só uma forma de tortura? Eu não sei.. Eu lembro que pequenos detalhes, pequenos mesmo que acho que tu jamais imaginou que fosse importante. Me pego pensando e as lágrimas caem sem “força” alguma, elas caem naturalmente. Algumas coisas aleatórias que vem a minha cabeça, quase sempre: A primeira vez que dormi na tua casa, de qualquer jeito não tem como ser esquecida. Foi um momento importante para ambos mas lembro que eu acordei e quando abri os olhos a primeira coisa que eu vi foi tu, virado para o lado da porta e eu sem jeito, acho que te acordei e tu com uma cara de sono, acordou e logo disse que dormiu tarde pois ficou me observando dormir, talvez eu tenha sido fria e não tivesse dado tanta importância no momento e disse: “por que? é um idiota”. E no entanto a idiota, era eu. E em outras vezes que dormi e tu me acordava me dando beijo, dizendo que enquanto eu dormia eu era linda, eu nunca acreditava nisso, dizendo que me amava.. eu realmente amava aquilo. E nossas lutinhas? Não podemos esquecer, certo que eu sempre perdia, né e tu sempre se achava por isso. Quando tu me prendia nos teus braços e me cobria de beijo e eu querendo que aquilo nunca tivesse um fim e acreditava que nunca teria. Me fazia tão bem, era tudo tão bom que não tinha motivos para acabar. Quando eu pedia pra ti ficar brincando comigo no quarto, lembra? Me sentindo a Fabiana e tu o Jonas me girando pelo quarto, mas que porra é isso? Tu nem deve saber quem são esses.. Quando eu queria algo que tu não queria fazer e eu sempre dizia “tu nunca faz minhas vontades” pois é. E quando eu ficava pedindo pra ti descer as lombas de bicicleta comigo? E naquele dia que saímos para comprar chocolate e tomamos um “banho de chuva”, é, eu não me esqueço daquela cena. Eu tava tão feliz, de pé na tua carona da bicicleta, estragando meu cabelo, de braços abertos com o vento na cara e alguns pequenos pingos de chuva caindo sobre nós. E quando eu sempre ficava te irritando enquanto tu dirigia a bicicleta? E tu falava brabo comigo, pois é.. E nosso primeiro banho juntos? E os outros? Parecia filme, aqueles filmes romanticos, sabe? Onde tudo era perfeito, escovando os dentes juntos, rindo, se batendo, sendo feliz. E quando tu me ligava apenas pra dizer que me amava? Me dar boa noite e desligava.. logo após de ouvir e desligar, ficava eu, sorrindo e achando tudo maravilhoso e perfeito. E agora vamos resgatar coisas bem velhas? Quando éramos meros amigos e viamos filmes praticamente todo final de semana? Tua mãe sempre desconfiando de algo e dizendo pra ti mas negavamos, afinal, não havia nada mesmo. Até que de repente, um beijo, um medo e pois é.. hoje aquele medo está do meu lado. E aquelas tardes que eu dizia ir pra escola e ia pra tua casa? Pra ficar deitadinha na tua cama contigo, rindo, te abraçando, te irritando.. e quantas vezes fiz tu matar teus treinos? Mas sei, no fundo tu gostava, eu sei que sim. Podem achar que teu pedido de namoro foi fraco ou sem graça mas pra mim, foi lindo. PRA MIM foi especial. Tu pensou em tudo, no nosso primeiro beijo, como começou tudo. A gente ficou separado mas o destino nos uniu novamente e será que agora ele vai nos unir mais uma vez? Creio que não, infelizmente mas cá entre nós, um segredo.. era o que eu mais queria, ficar junto de ti, de novo e de novo, não me cansei de ti. Não cansei de te amar. Queria mais tardes na tua companhia, mais noites também. Sei que não foi possível a gente ficar junto, eu sou complicada, sempre soube. Lembro uma vez que disse pra ti “eu não fui feita pra namorar, sou complicada demais” e tu disse “mas eu gosto assim” mas no fundo eu sabia, um dia tu ia enjoar e então, esse momento chegou? Eu senti, sinto ciúmes, acho que é uma coisa natural de qualquer ser humano porém alguns se controlam, outros não, alguns sentem demais, outros não e eu me encaixo no pior grupo: o que sente demais e não se controla. Acho que é aquela sensação de perder, sabe? Engraçado, hoje eu estou sentindo exatamente isso, um vázio, um sentimento de perda. Me diz, eu te perdi? Não, não diz.. um dia eu vou querer saber a verdade, hoje, deixa eu pensar o que eu quiser. Sabe, eu poderia muito bem me divertir, sair e ficar com outros mas sabe o que acontece? Eu penso e até fico com eles pensando em ti, tentando achar características tuas neles para sei lá, me confortar, eu acho. Teu beijo, ah, teu beijo.. nada se compara a ele. “Ai, nossa, que exagero.” Não, não é. A gente sempre falou, sempre comentou, o nosso beijo se encaixa de um jeito que só a gente sabe. Sabe, eu me sinto uma completa idiota escrevendo essas coisas pra ti, que coisa mais chata eu de “mimi” pra ti enquanto tu está aí, tocando a tua vida, eu sei que está.. eu percebo. Me disseram que eu só poderia desejar felicidade para alguém se eu realmente desejasse que ela fosse feliz. E sabe, eu quero que tu seja feliz mas pra ser sincera, bem sincera.. eu queria que isso fosse bem longe do alcance dos meus olhos. Sendo assim, eu quero que tu seja feliz. Isso pareceu que eu estava desejando tua infelicidade, né? Não, não é isso, não me entenda mal. Enfim, isso é um desabafo, as lágrimas pararam de cair um pouco mas o vázio ainda insiste em ficar aqui. Mas logo, logo isso volta até alguém vir e preencher isso, se possível. Um dia isso vai acontecer mas enquanto não acontece, eu fico apenas meus pensamentos, minhas lembranças e a SAUDADE.” - (Guria Insuportável)





Me chupa com halls preto.

(via i-liked-to-kiss-a-girl)





(via imthehell)



(via i-liked-to-kiss-a-girl)







(via 0wnerless)



A vida ensina que ela não pode ser zerada. Depois que nascemos, viramos um grande amontoado que momentos, lembranças, erros, acertos e sensações, e nada disso nos abandona. A alternativa é tentar algo novo, melhor, diferente. Mas é preciso entender que há uma carga que sempre vem conosco, e essa carga nada mais é do que tudo aquilo que somos. Não quer dizer que seremos aquilo para sempre, mas, dentro do que somos, passamos por aquilo. Até as coisas ruins tem o seu motivo de ser. Então, que re-comecemos quantas vezes forem necessárias, mas não esqueceçamos jamais de admitirmos o que já fomos.
Camila Costa.  (via doce-inverno)

(via doce-inverno)





(via yasminfelisberto)



Durante os últimos 521 dias busquei um mapa que me levasse à algum lugar que me fizesse alcançar um determinado sonho nunca próximo de obtê-lo ou concretizá-lo, desperdiçando mais de um ano cheio de expectativas feitas aos pedaços, fragmentadas e quebradas. Talvez nenhuma possibilidade de adquirir tal devaneio tivesse dado corretamente como planejado, porém nunca deixando de pô-lo em mente e nunca desistir de tal desejo que, quem sabe, se tornaria eficaz. Porque eu nunca saberia o que poderia acontecer amanhã, daqui uma hora, três minutos, meio instante, mesmo sempre havendo planejado a maior parte do meu tempo. As últimas decisões importantes que tomei foram de um nível catastrófico o suficiente para que um universo paralelo se positivassem e todos que antes seguiam como uma certa porcentagem do meu mundo passassem a me desconhecer. Minha caminhada intrigante de sempre, passou por meus olhos na última noite escura, desta vez óbvia, e ao sentar na calçada gelada, ao inalar um odor forte de algo que me recordava, cai em mim. O mundo todo acordou e me deu um forte tapa na cara que me fez ver que nem tudo poderia se tornar aquilo que tanto desejei, felicidade. Felicidade? Talvez eu a tivesse por tanto tempo e nunca soube o que realmente significava para mim, enquanto agora, a esperava bater em minha porta a todo minuto. Todo minuto.
Nesse momento, me encontrei com a mão esquerda sobre o queixo, observando o nada, desviando as órbitas para a pequena estante desacomodada de livros, aqueles lidos por mim e entendidos pela metades, palavras complicadas que eu nunca ouviria em outro momento da vida, histórias fictícias que nunca saíram além do papel, essa coisa toda de todo mundo. Que índio tem hálito de baunilha? Que tipo de pessoa coloca o nome da filha de Capitulina? Que herói desconjuntado possuiria o nome Dom Quixote? Ser ou não ser, eis a questão? Que homem diminui o posto para ceder à um amor? Qual é a possibilidade de gêmeos idênticos se separarem no nascimento e um deles se tornar príncipe, enquanto o outro, mendigo? Que criança imagina um elefante engolido por uma cobra ao invés de um chapéu, sem estar drogada? Sim, eu sei, são apenas histórias nunca existidas, apenas relatos. Mas vendo esses numerosos livros sobre a estante, percebi que sempre vivi nisso, digo, na ilusão, nessas ficções estúpidas e inexistentes, vivi acreditando em tudo quanto é coisa, se ousassem em me dizer que fadas existiam, capaz de possivelmente acreditar. Era como viver constantemente em um certo vendaval, mesmo sabendo que a realidade era fora dele.
Me contentava com pouco e possuía olhos de ressaca após uma noite intensa assistindo filmes totalmente metódicos, encontrava-me em pura indignação depois do término de cada um deles só em pensar que nunca do que havia acabado de assistir, poderia se tornar real. Real? O que tu podes chamar de real? Aquele caso desfeito em que o homem trai sua mulher e ocorre uma investigação impecável sobre tal fato? Aquele acontecimento em que duas pessoas totalmente opostas terão de enfrentar o obstáculo de ficarem juntas devido ao acaso, e sem mais nem menos, dão certo? A probabilidade de você ser picado por uma aranha radioativa e adquirir poderes, é nula. Um gorila gigante se apaixonar por você e te levar para cima de um prédio, é algo inquestionável. Muito menos isso de estar em um lugar, atravessar alguma porta qualquer, e deparar-se em um cenário inverso. E agora, não menos importante, embora história real e trágica, a estatística me diz que você não irá fazer um cruzeiro, conhecer seu suposto príncipe encantado, ou que seja, Dicaprio, ambos se apaixonarem reciprocamente e terminarem o amor em cima de uma placa porque seu navio bateu em um iceberg. Porque por mais que os filmes possuem a intenção de te desviar da realidade, eles te levam para um lugar o qual você nunca estará em uma plena segunda ou sexta-feira de cão, aquelas que tu não suporta mais nenhuma palavra de qualquer pessoa.
E após alguns minutos olhando para o relógio de parede que ficava de frente a porta do quarto, e refletindo sobre tumultos internos, decidi olhar um dos poucos e um tanto quanto importantes, álbuns fotográficos de infância, pura infância. Uma mistura de intensa nostalgia e saudade. No meio dessa viagem interior, percebi que, embora eu saiba que ainda falta algo, um pedaço que foi abandonado ao céu opaco, uma parte que foi jogada fora, uma metade que nunca existiu; tento fazer de cada segundo um tempo em extinção, aprendi que o tempo não irá parar para que eu possa lamentar sobre “águas passadas”, e faz parte do meu show continuar nessa metamorfose ambulante, embora encontro-me em despedida constante, creio que todos merecem todo amor que houver nessa vida ou até em outra, ou até com outra vida, nunca se sabe. O melhor, descobri que conhecimento vem de dúvida, afinal, eu nada sei.
— 521, Ariel S.  (via doce-inverno)

Existe sempre alguma coisa ausente.Acho que a gente tem que vencer. Ou lutar. E ficar bem. Feliz. Criar. Fazer. Se mexer.Vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas.
Eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você.Um café e um amor. Quentes, por favor.Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É aceitar doer inteiro até florir de novo.Não era possível evitar por mais tempo uma onda que crescia, barrando todos os outros gestos e todos os outros pensamentos.
A verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou.Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol.Sinto uma falta absurda de você. Ficou um vazio que ninguém preenche. E penso e repenso e trepenso em você aí…





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